TOM FARIAS – UELINTON FARIA ALVES

É jornalista, escritor, biógrafo e crítico literário, com especialização em literatura do final do século 19. É autor, brasileiro, de diversos livros e artigos, inicialmente publicados com seu próprio nome. Mais tarde, adotou o nome literário TOM FARIAS.

Dedica-se à pesquisa sobre personalidades negras brasileiras, organizando biografias, proferindo palestras, dando entrevistas, de modo a atribuir relevância histórica e literária a essas personagens, em nível que até então não tinham, como Cruz e Sousa, José do Patrocínio e Carolina de Jesus.

Colabora também com vários jornais, escrevendo resenhas e crítica literária sobre escritores africanos e afrodescendentes, e com revistas literárias onde contribui com ensaios. É autor do posfácio “Martinho, um artesão”, no livro de Martinho da Vila, 2018, Crônicas de um ano atípico, lançado em 2019.

Tom Farias tem papel de destaque em ações que fortalecem o intercâmbio sociocultural entre os países de língua portuguesa. Como resultado de sua atuação cultural, social e literária, recebeu vários prêmios e condecorações.

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

PRÊMIOS E CONDECORAÇÕES

  • 1991 – Prêmio Silvio Romero de Crítica e História Literária, da Academia Brasileira de Letras. (pela obra Reencontro com Cruz e Sousa, 1990.)
  • 1998 – Medalha de Honra ao Mérito, pelo Governo de Santa Catarina.
  • 2009 – Finalista da 51ª ed. do Prêmio Jabuti, categoria “Melhor Biografia”, com o livro Cruz e Sousa, o Dante Negro do Brasil, 2008 [1ª ed.].

JOÃO PAULO BORGES COELHO

JOÃO PAULO BORGES COELHO nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 1955. Filho de pai português e mãe moçambicana, foi morar em Moçambique ainda criança e, por isso, adquiriu a nacionalidade deste país.

Fez os estudos básicos em Moçambique, na Beira. Fez licenciatura em História na Universidade Eduardo Mondlane de Maputo, em Moçambique e, posteriormente, obteve o título de Doutor em História Econômica e Social, pela Universidade de Bradford, no Reino Unido. Além disso, é Doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.

Atualmente, ensina e pesquisa História Contemporânea de Moçambique e África Austral na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Dedica-se a pesquisar as guerras colonial e civil em Moçambique. Já publicou diversos textos acadêmicos em Moçambique, Portugal, Reino Unido, Espanha e Canadá.

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • As duas sombras do rio. Alfragide: Editorial Caminho, 2003.
  • As visitas do Dr. Valdez. Alfragide: Editorial Caminho, 2004.
  • Índicos Indícios I. Setentrião. Alfragide: Editorial Caminho, 2005.
  • Índicos Indícios II. Meridião. Alfragide: Editorial Caminho, 2005.
  • Crónica da Rua 513.2. Alfragide: Editorial Caminho, 2006.
  • Campo de Trânsito. Alfragide: Editorial Caminho, 2007.
  • Hinyambaan. Alfragide: Editorial Caminho, 2008.
  • O olho de Hertzog. Lisboa: LeYa, 2010.
  • Cidade dos espelhos. Alfragide: Editorial Caminho, 2011.
  • Rainhas da noite. Alfragide: Editorial Caminho, 2013.
  • Água – Uma novela rural. Alfragide: Editorial Caminho, 2016.
  • Ponta Gea. Alfragide: Editorial Caminho, 2017.

PRÊMIOS

  • Prémio José Craveirinha 2005 – Obra: As visitas do Dr. Valdez (2004)
  • Prémio José Craveirinha 2006 – Obra: Crónica da Rua 513-2 (2006)
  • Prémio Leya  2009 – Obra: O olho de Herzog (2010)
  • Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Aveiro (2012)
  • Prémio BCI de Literatura 2018 (8a. edição) – Obra: Ponta Gea (2017)

LUANDINO VIEIRA

JOSÉ VIEIRA MATEUS DA GRAÇA, nome literário JOSÉ LUANDINO VIEIRA, nasceu em 4 de maio de 1935, na Lagoa do Furadouro, em Ourém, Portugal. Passou a infância e a juventude em Luanda, Angola, onde fez os estudos primários e secundários. É cidadão angolano por sua militância pela independência de Angola.

Como membro do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), Luandino Vieira participou da luta armada de resistência contra Portugal, o que fez com que fosse preso várias vezes pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), a polícia portuguesa, e condenado a 14 anos de prisão.

Em 1964, foi transferido para o Campo de Concentração do Tarrafal, na ilha de Santiago, arquipélago de Cabo Verde, onde passou 8 anos. Lá escreveu muitos de seus livros, dentre eles o Nós, os do Makusulu, publicado só em 1974.

Em 1965, recebeu, por seu livro Luuanda, o Grande Prémio de Novela, da Sociedade Portuguesa de Escritores. A censura portuguesa proibiu qualquer referência ao prêmio, e a Sociedade foi extinta naquele mesmo ano.

Em 1972, foi libertado em regime de residência vigiada em Lisboa. Iniciou, então, a publicação da sua obra, grande parte escrita na prisão.

Regressou a Angola em 1975, após a Independência do país, agora denominado República Popular de Angola. De 1975 a 1979, foi Diretor do Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA. Foi responsável pelo Instituto Angolano de Cinema (1979-1984). É cofundador da União dos Escritores Angolanos, de que foi secretário-geral (1975-1980 e 1985-1992). Foi secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afro-Asiáticos (1979-1984) e é membro da Academia Angolana de Letras. Atualmente, vive em Portugal, para onde retornou em 1992.

OBRA DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • 1957 – A cidade e a infância. (contos)
  • 1961 – A vida verdadeira de Domingos Xavier. (novela)
  • 1961 – Duas histórias de pequenos burgueses. (contos)
  • 1963 – Luuanda. (contos/ novelas)
  • 1968 – Vidas novas. (contos)
  • 1974 – Velhas histórias. (contos)
  • 1974 – Duas histórias. (contos)
  • 1974 – No antigamente, na vida. (contos)
  • 1974 – Nós, os do Makulusu. (romance)
  • 1978 – Macandumba. (contos)
  • 1979 – João Vêncio. Os seus amores. (novela)
  • 1981 – Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto & eu. (contos)
  • 1986 – História da baciazinha de Quitaba. (conto)
  • 1998 – Kapapa: pássaros e peixes. (infantojuvenil)
  • 2003 – Nosso Musseque. (romance)
  • 2006 – A guerra dos fazedores de chuva com os caçadores de nuvens. Guerra para crianças. (infantojuvenil)
  • 2006 – O livro dos rios (Vol. I da trilogia De rios velhos e guerrilheiros). (romance)
  • 2012 – O livro dos guerrilheiros (Vol. II da trilogia De rios velhos e guerrilheiros). (romance)
  • 2015 – Papéis da prisão. (memórias)

PRÊMIOS

  • 1961 – 1º prémio do Conto da Sociedade Cultural de Angola – Luanda, Angola.
  • 1962 – 1º prémio João Dias da Casa dos Estudantes do Império – Lisboa, Portugal.
  • 1963 – 1º e 2º prémios do Conto da Associação dos Naturais de Angola – Luanda, Angola.
  • 1964 – 1º prémio D. Maria José Abrantes Mota Veiga – Luanda, Angola (pelo livro Luuanda, de 1963).
  • 1965 – 1º Grande Prémio de Novelística, da Sociedade Portuguesa de Escritores, Lisboa, Portugal (pelo livro Luuanda, de 1963).
  • 2006 – Prémio Camões. (recusado pelo autor)
  • 2008 – Prémio Nacional de Cultura e Artes – Luanda, Angola.

ANA PAULA TAVARES

ANA PAULA TAVARES, poeta, cronista, historiadora e professora, nasceu na cidade de Lubango, província de Huíla, Angola.
É Doutora em Antropologia da História pela Universidade Nova de Lisboa (2010), Mestre em Literatura Brasileira e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade de Lisboa (1996) e Bacharel e Licenciada em História pela Universidade de Lisboa (1982). É professora convidada na Universidade de Lisboa, Portugal, e na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, Angola.
Dedica sua atenção às áreas da cultura, museologia, arqueologia e etnologia, patrimônio e ensino, colaborando com várias instituições como o CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e o AHNA (Arquivo Histórico Nacional de Angola).
Ana Paula Tavares tem vínculos fortes com o Brasil, com pesquisa e participações em eventos no país. Também diz ter sido influenciada por escritores brasileiros como Manuel Bandeira, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Mello Neto, e pela música brasileira.

É autora de textos científicos em periódicos especializados, de poesia dispersa em antologias da Galícia, Itália, França e em Portugal, e de vasta obra literária em prosa e poesia.

OBRA DA KAPULANA

OUTRA LITERÁRIA

  • 1995 – Ritos de passagem. Luanda: UEA (União dos Escritores Angolanos).
  • 1998 – O sangue da buganvília. Praia: Centro Cultural Português – Embaixada de Portugal.
  • 1999 – O lago da lua. Lisboa: Caminho.
  • 2000-2004 – Colaboração com o Jornal Público com uma crônica mensal.
  • 2001 – Dizes-me coisas amargas como os frutos. Lisboa: Caminho.
  • 2003 – Ex-votos. Lisboa: Caminho.
  • 2004 – A cabeça de Salomé: Lisboa: Caminho.
  • 2005 – Os olhos do homem que chorava no rio. Em parceria com Jorge Marmelo. Lisboa: Caminho.
  • 2007 – Manual para amantes desesperados. Lisboa: Caminho.
  • 2009 – Contos de vampiros. Porto: Porto Editora. (Em antologia)
  • 2010 – Como veias finas na terra. Lisboa: Caminho.
  • 2016 – Verbetes para um dicionário afetivo. Lisboa: Caminho. (Em antologia)

OBRA CIENTÍFICA

  • “A pequena pista do antílope: as fontes e o estudo da arqueologia angolana”. In: Construindo o passado angolano: as fontes e a sua interpretação. Actas do II Seminário internacional sobre a história de Angola, Luanda, 4 a 9 de Agosto de 1997. Lisbon 2000, p. 337-350.
  • Com Catarina Madeira Santos) “Fontes escritas africanas para a história de Angola”. In: Fontes & Estudos. Revista do Arquivo Histórico Nacional 4-5, 1998/1999, p. 87-133.
  • Com Catarina Madeira Santos: “Uma leitura africana das estratégias políticas e jurídicas. Textos dos e para os dembos, Angola c. 1869–1920”. In: Maria Emília Madeira Santos (ed.), A África e a Instalação do Sistema Colonial (c. 1885 – c. 1930). III Reunião International de História de África – Actas. Lisbon 2000, p. 243-260.
  • Publicação, em colaboração de Africae Monumenta: O Arquivo de Caculo Cacahenda, IICT/Fundação Portugal África, 2002.
  • “Contar Histórias”, Lendo Angola, Laura Cavalcanti Padilha e Margarida Calafate Ribeiro (orgs.), Edições Afrontamento, 2008. 
  • Sobre Desmedida, Luanda S. Paulo e Volta de Ruy Duarte de Carvalho. Revista Navegações ,  Vol I, nº 1, Porto Alegre, Março de 2008
  • Sobre A terceira metade de Ruy Duarte de Carvalho, Colóquio Letras, nº 173

PRÊMIOS

  • 2007 – Prémio Nacional de Cultura e Artes, secção de Literatura, Angola, pelo livro Manual para amantes desesperados. Lisboa: Caminho, 2007.
  • 2004 – Prémio Mário António da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo livro Dizes-me coisas amargas como os frutos. Lisboa: Caminho, 2001.

MARTINHO DA VILA

O autor – MARTINHO DA VILA

MARTINHO DA VILA, Martinho José Ferreira, nasceu em Duas Barras, Estado do Rio, em 12 de fevereiro de 1938. Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas quatro anos, e foi morar no Morro dos Pretos Forros, numa localidade chamada Boca do Mato.

É músico, ativista cultural e escritor. Desde 1965, suas atividades culturais e musicais estão vinculadas à escola de Samba Unidos de Vila Isabel, daí seu nome artístico – Martinho da Vila. Ficou conhecido nacionalmente a partir de 1967, quando se apresentou no III Festival da Record, com o partido alto “Menina Moça”. A partir de então, sua vasta produção musical cresceu e foi reconhecida nacional e internacionalmente. Particularmente, Martinho da Vila dedicou-se, e dedica-se, a incentivar o intercâmbio cultural entre os países de língua portuguesa, por meio de sua discografia e em turnês a países como Moçambique e Angola.

Como escritor, Martinho da Vila tem livros publicados desde 1986, tanto de ficção quanto de não ficção, lançados no Brasil e em Portugal, e alguns deles traduzidos para o Francês. Tem se dedicado ao romance e à crônica, com regular colaboração para jornais e revistas. 

Continua em plena atividade como artista e como escritor, fazendo turnês nacionais e internacionais, e, em 2019, lança pela Kapulana seu mais novo livro, 2018 – Crônicas de um ano atípico.

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Vamos brincar de política? São Paulo: Editora Global, 1986. (Infantojuvenil)
  • Kizombas, andanças e festanças. São Paulo: Leo Christiano Editorial, 1992 / Editora Record, 1998. (Autobiográfico)
  • Joana e Joanes, um romance fluminense Rio de Janeiro: Zfm Editora, 1999. (Romance). Publicado em Portugal com o título de Romance fluminense, pela Eurobrap, 1999, e na França com o título de Joana et Joanes: romance dans l’etat de Rio, pela Yvelinédition, 2011.
  • Ópera Negra. São Paulo: Editora Global, 2001. (Ficção). Publicado em francês com o título de Opéra Noir du Brésil, pela Yvelinédition, 2013.
  • Memórias póstumas de Teresa de Jesus. Editora Ciência Moderna, 2003. (Romance)
  • Os lusófonos. Editora Ciência Moderna, 2005. (Romance). Publicado em francês com o título de Lusophonies: La langue portugaise dans le monde, pela Yvelinédition, 2015.
  • Vermelho 17. Rio de Janeiro: Zfm Editora, 2007. (Romance)
  • A rosa vermelha e o cravo branco. São Paulo: Cia Editora Nacional, 2009. (Série Lazuli Infantil)
  • A serra do rola-moça. Rio de Janeiro: Zfm Editora, 2009. (Romance)
  • A rainha da bateria. São Paulo: Cia Editora Nacional, 2009. (Série Lazuli Infantil)
  • Fantasias, Crenças e Crendices. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2011. (Literatura Musical)
  • O nascimento do samba. Rio de Janeiro: Zfm, 2013. (Literatura Musical)
  • Sambas e enredos. Rio de Janeiro: Zfm Editora, 2014. (Literatura Musical)
  • Barras, vilas e amores. São Paulo: Sesi, 2015. (Romance)
  • Conversas cariocas. Rio de Janeiro: Malê, 2017. (Crônicas)

PRÊMIOS E HOMENAGENS

  • Título honorário de Embaixador Cultural de Angola e Embaixador da Boa Vontade da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), por ser um incentivador das relações linguísticas do Português e divulgador da lusofonia.
  • Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.
  • Título de Doutor Honoris Causa, pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
  • Comendas mineiras Tiradentes e JK. É Comendador da República da Ordem do Barão do Rio Branco, em grau de Oficial.

TSITSI DANGAREMBGA

TSITSI DANGAREMBGA nasceu na Rodésia (hoje, Zimbábue) em 4 de fevereiro de 1959.

Iniciou sua educação na Inglaterra, onde viveu parte da infância, e concluiu o ensino básico em uma escola missionária na cidade de Mutare, Zimbábue.

Depois, estudou Medicina na Cambridge University, mas retornou ao Zimbábue em 1980, pois não aguentou ficar longe de casa.

Estudou Psicologia na University of Zimbabwe, e fazia parte do grupo de teatro da instituição. Trabalhou como copywriter em uma agência de publicidade, o que lhe concedeu experiência necessária para que se aventurasse na escrita de diversas peças de teatro, como The Lost of the Soil.

Mais tarde, estudou direção de cinema na Deutsche Film und Fernseh Akademie, em Berlim, onde produziu diversos filmes, incluindo um documentário. Produziu e dirigiu o filme “Everyone’s Child”.

Atualmente, Tsitsi Dangaremgba vive com a família em Harare, capital do Zimbábue, onde fundou uma produtora de filmes, a Nuyerai Films.

Sua primeira obra, Nervous conditions, de 1989, foi o primeiro livro escrito em inglês por uma mulher negra do Zimbábue.

OBRA DA KAPULANA

Condições nervosas. Tradução: Carolina Kuhn Facchin. São Paulo, 2019. (Em tradução)

OBRA ORIGINAL

  • She no longer weeps (peça). Zimbábue: College Press Publishers, 1987.
  • Nervous conditions. Reino Unido: Ayebia Clarke Publishing Ltd., 1989.
  • The book of Not. Reino Unido: Ayebia Clarke Publishing Ltd., 2006.
  • This mournable body. Estados Unidos: Graywolf Press, 2018.

DESTAQUES

  • Obra vencedora do prêmio “Commonwealth Prize for Africa”, de 1989.
  • Classificada entre os 12 primeiros livros no ranking dos “100 Melhores Livros Africanos do Século XX”.
  • Integrou em 66° lugar a lista da BBC de “100 Histórias que formaram o Mundo”, em 2018.
  • A autora, em 2019, será curadora do “African Book Festival Berlin 2019”, festival Literário em Berlim, com foco em escritores africanos. http://www.jamesmurua.com/tsitsi-dangarembga-to-curate-berlins-african-book-festival-2019/
  • Uma entrevista com a autora: https://www.pambazuka.org/arts/interview-tsitsi-dangarembga

AKWAEKE EMEZI

AKWAEKE EMEZI nasceu em 1987, na Nigéria, em Umuahia, mas cresceu em Aba. Atualmente vive nos Estados Unidos.

Em 2017, recebeu uma bolsa do “Global Arts Fund”para realizar a videoarte de seu projeto The Unblinding, e uma bolsa “Sozopol Fellowship for Creative Nonfiction”.

Akwaeke identifica-se como Ọgbanje, palavra da cultura Igbo que significa um espírito intruso que nasce em uma forma humana, e que resultaria em uma criança com um terceiro gênero. Traduzindo isto para sua realidade terrena, Akweke nasceu em um corpo feminino, mas não é mulher, identificando-se como trans e utilizando pronomes neutros para se referir a si. No texto Transition: My surgeries were a bridge across realities, a spirit customizing its vessel to reflect its nature, publicado no site The Cut, Akwaeke fala de suas cirurgias e experiências para adequar seu espírito à realidade física.

OBRA DA KAPULANA

Água doce. Tradução: Carolina Kuhn Facchin. São Paulo, 2019. (Em tradução)

OBRA ORIGINAL

  • Who is like God (conto). Londres: Granta Publications, 2017.
  • Freshwater. Nova York: Grove Press, 2018.

DESTAQUES

  • Em 2017, seu conto Who is like God ganhou o “Commonwealth Short Story Prize for Africa”.
  • Água doce (Freshwater), uma autobiografia ficcionalizada, é a obra de estreia de Akwaeke Emezi, lançada em 2018.
  • Akwaeke Emezi está entre os homenageados da National Book Foundation ‘5 Under 35’, de 2018.
  • Água doce (Freshwater) é finalista do “First Novel Prize da Center for Fiction” e foi pré-finalista do “Aspen Words Literary Prize”.
  • Traduzido para seis línguas, o livro é um dos “100 Notable Books de 2018”, do jornal New York Times.
  • O livro foi pré-finalista do “Carnegie Medal of Excellence” e do “The Brooklyn Public Library Literary Prize”.
  • O livro foi “Escolha do Editor”, do New York Times Book Review e recebeu resenhas elogiosas do New York Times, Wall Street Journal, New Yorker, Guardian e LA Times, entre outros.
  • Os textos de Akwaeke foram publicados pela T Magazine, Dazed Magazine, The Cut, Buzzfeed, Granta Online, Vogue.com, e Commonwealth Writers, entre outros.

WALTER DE SOUSA

WALTER DE SOUSA, brasileiro, é escritor e professor Doutor pela Escola de Comunicações e Artes da USP (Universidade de São Paulo). Faz pesquisa sobre temas relacionados ao lúdico na literatura, particularmente sobre a importância dos clowns (palhaços) na vida das pessoas.

Além de autor de Nina tem medo de palhaço, em homenagem à palhaça Jurubeba, (Gabi Sigaud Winter), do grupo “Palhaços sem Fronteiras”, escreveu outros livros.

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Moda inviolada – Uma história da música caipira” (2006)
  • Mixórdia no picadeiro – Circo-teatro em São Paulo (2011)
  • Piolin, o corpo e a alma do circo (2016)

PARTICIPAÇÕES

  • Participa do coletivo “Jacaré na porta”, de autores e ilustradores de literatura infantojuvenil.

OYINKAN BRAITHWAITE

OYINKAN BRAITHWAITE nasceu na Nigéria, na cidade de Lagos, onde ainda reside. Ela tem graduação em Escrita Criativa e em Direito, pela Kingston University, de Londres. Depois de se formar, trabalhou como assistente editorial na “Kachifo”, uma editora nigeriana, e como gerente de produção na “Ajapaworld”, uma empresa de educação e entretenimento infantil. Atualmente, Oyinkan atua como escritora e editora freelancer.

Em 2014, foi indicada entre as dez melhores artistas spoken word (declamação) no concurso de poesia slam “Eko Poetry Slam”, em Lagos, Nigéria. Em 2016, foi finalista do “Commonwealth Short Story Prize”, que premia os melhores textos ainda não publicados do ano.

 

OBRA DA KAPULANA

OBRA ORIGINAL

  • Icatha – The Soul Eater (Naija Stories Anthology Book 2). (Participação em antologia de reconto de contos tradicionais da Nigéria, 2014.
  • My sister, the serial killer,  2018. 

DESTAQUES

  • My sister the serial killer: 293 reviews no site Goodreads.
  • My sister the serial killer: n°1 da LibraryReads para novembro de 2018.
  • My sister the serial killer: um dos “Amazon Best Book” de novembro de 2018.

MARCELO JUCÁ

MARCELO JUCÁ, brasileiro, é escritor, educador e jornalista. É mestre em Comunicação e Semiótica com orientação psicanalítica. Tem desenvolvido sua pesquisa e produção a partir das relações, do lúdico e do tempo.

É autor de obras infantis e infantojuvenis, tendo conquistado reconhecimentos literários. No processo de seleção da Editora Kapulana, edição de 2018, foi o primeiro classificado, com seu livro Ilha, dedicado ao público infantil. O que pegamos emprestado dos outros,  teve seu projeto aprovado e selecionado  pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, também em 2018. 

Atua como artista-educador em oficinas e programas da prefeitura. Como jornalista colaborou em jornais, revistas e agências de comunicação. 

OBRAS DA KAPULANA

  • Ilha, 2019 (em edição)
  • O que pegamos emprestado dos outros, 2019 (em edição

PRÊMIOS

  • 2018 – “Seja nosso Autor”, Editora Kapulana. Obra selecionada: Ilha.
  • 2018 – Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, em processo para Publicação de Livros. Obra selecionada: O que pegamos emprestado dos outros.

PEPETELA

PEPETELA (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) nasceu em Benguela, Angola, em 1941, onde fez o Ensino Secundário. Em 1958, partiu para Portugal onde frequentou a Universidade em Lisboa. Por razões políticas, em 1962 saiu de Portugal para França, e seis meses depois foi para a Argélia, onde se licenciou em Sociologia e trabalhou na representação do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e no Centro de Estudos Angolanos, que ajudou a criar.

Em 1969, foi chamado para participar diretamente na luta de libertação angolana, em Cabinda, tendo então adotado o nome de guerra de Pepetela, que mais tarde utilizaria como pseudônimo literário. Em Cabinda foi simultaneamente guerrilheiro e responsável no setor da educação.

Em 1972 foi transferido para a Frente Leste de Angola, onde desempenhou a mesma atividade até ao acordo de paz de 1974 com o governo português.

Em Novembro de 1974 integrou a primeira delegação do MPLA, que se fixou em Luanda, desempenhando os cargos de Diretor do Departamento de Educação e Cultura e do Departamento de Orientação Política.

Em 1975, até à data da independência de Angola, foi membro do Estado Maior da Frente Centro das FAPLA. No mesmo ano participou na fundação da União de Escritores Angolanos.

De 1976 a 1982 foi vice-ministro da Educação, passando posteriormente a lecionar Sociologia na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, até 2008. Desde sua fundação, desempenhou cargos diretivos na União de Escritores Angolanos e foi Presidente da Assembleia Geral da Associação Cultural “Chá de Caxinde” e da Sociedade de Sociólogos Angolanos. É membro da Academia de Ciências de Lisboa. Em 2016 foi eleito para Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Academia Angolana de Letras, de que é membro-fundador.

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • As aventuras de Ngunga, 1973.
  • Muana Puó, 1978.
  • A revolta da casa dos ídolos, 1979.
  • Mayombe, 1980.
  • Yaka, 1985.
  • O cão e os caluandas, 1985.
  • Lueji, 1989.
  • Luandando, 1990.
  • A geração da utopia, 1992.
  • O desejo de Kianda, 1995.
  • Parábola do cágado velho, 1996.
  • A gloriosa família, 1997.
  • A montanha da água lilás, 2000.
  • Jaime Bunda, agente secreto, 2001.
  • Jaime Bunda e a morte do americano, 2003.
  • Predadores, 2005.
  • O terrorista de Berkeley, Califórnia, 2007.
  • O quase fim do mundo, 2008.
  • Contos de morte, 2008.
  • O planalto e a estepe, 2009.
  • Crónicas com fundo de guerra, 2011.
  • A sul. O sombreiro, 2011.
  • O tímido e as mulheres, 2013.
  • Como se o passado não tivesse asas, 2016.

PRÊMIOS

  • Prêmio Nacional de Literatura de 1980, pelo livro Mayombe.
  • Prêmio Nacional de Literatura de 1985, pelo livro Yaka.
  • Prêmio especial dos críticos de S. Paulo (Brasil) em 1993, pelo livro A Geração da utopia.
  • Prêmio Camões de 1997, pelo conjunto da obra.
  • Prêmio Prinz Claus (Holanda) de 1999, pelo conjunto da obra.
  • Prêmio Nacional de Cultura e Artes de 2002, pelo conjunto da obra.
  • Prêmio Internacional para 2007 da Associação dos Escritores Galegos (Espanha).
  • Prêmio do Pen da Galiza “Rosália de Castro”, 2014.
  • Prêmio Fonlon-Nichols Award da ALA (African Literature Association), 2015.

DESTAQUES

  • Medalha de Mérito de Combatente da Libertação pelo MPLA, 1985.
  • Medalha de Mérito Cívico da Cidade de Luanda , 1999.
  • Ordem do Rio Branco da República do Brasil com o grau de Oficial, 2003.
  • Medalha do Mérito Cívico pela República de Angola, 2005.
  • Ordem do Mérito Cultural da República do Brasil, grau de Comendador, 2006.
  • Nomeado pelo Governo Angolano Embaixador da Boa Vontade para a Desminagem e Apoio às Vítimas de Minas, 2007.
  • Doutor Honoris Causa pela Universidade do Algarve (Portugal), 2010.

BINYAVANGA WAINAINA

BINYAVANGA WAINAINA nasceu em Nakuru, Quênia, em 18 de janeiro de 1971, e faleceu em 21 de maio de 2019, em Nairobi, Quênia.

Leitor de livros e lugares, palavras e pessoas, Binyavanga estrutura seu mundo através da linguagem. Sempre na margem e olhando para dentro, teve dificuldade para se encaixar nos padrões estipulados da sociedade. Estudou Economia na África do Sul, mas desistiu do curso, lendo vorazmente e fazendo trabalhos temporários até perceber que sua vocação era, de fato, a escrita.

Seu texto “Discovering home”, sobre uma viagem com a família para Uganda, ganhou o “Caine Prize for African Writing”, em 2002, importante prêmio que reconhece o talento e a promessa de autores africanos de língua inglesa. Em 2008, o ensaio “How to write about Africa”, uma sátira sobre as armadilhas nas quais autores caem ao escrever sobre o continente africano, ganhou reconhecimento mundial. One day I will write about this place, seu livro de memórias, foi publicado em 2011, cimentando a carreira do queniano como escritor.

Em janeiro de 2014, após uma série de leis anti-homossexualidade terem sido aprovadas na África, Binyavanga escreveu o texto “I am a homosexual, Mum”, no qual reinventa os eventos da morte da mãe, imaginando como teria sido lhe contar que é um homem gay. O texto, nomeado pelo autor como um “capítulo perdido” de suas memórias publicadas em 2011, saiu inicialmente no site Africa is a country, e posteriormente foi publicado também no The Guardian e outros veículos da grande imprensa.

No mesmo ano, Binyavanga foi eleito uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista TIME, devido à sua coragem em se assumir como um africano gay, residente do Quênia, onde “atos sexuais entre homens” são considerados ofensas criminais. Sua amiga de longa data Chimamanda Ngozi Adichie escreveu o perfil publicado na revista.

Em 1º de dezembro de 2016, Dia Mundial de Combate à AIDS, o autor assumiu, em seu perfil do Twitter, que é HIV positivo e vive muito bem.

Binyavanga Wainaina é um defensor incansável da África, do poder do continente africano a partir de suas raízes e seu povo. O autor se considera pan-africano, e não acredita nas divisões imaginadas impostas pelos colonizadores: a África, para ele, é um país. Em 2003, junto com outros escritores e artistas, criou o projeto/site Kwani?, que encontra patrocínios para publicar e divulgar as vozes de artistas africanos que não recebem espaço em premiações e na mídia mundial. Além disso, fala abertamente sobre questões referentes à realidade LGBTQ+ na África e como ela difere significativamente da realidade enfrentada por indivíduos LGBTQ+ em países ocidentais. Em seus dois TED Talks, “The reality constructed by stories” e “Conversations with Baba”, Binyavanga fala exatamente dessas questões.

OBRAS DA KAPULANA

 OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • 2002 – “Discovering home”. Kwanini? Series. Online. Nairóbi: Kwani Trust (2006): <https://planetbinya.files.wordpress.com/2017/08/discovering-home-binyavanga-wainaina.pdf>
  • 2004 – Beyond the River Yei: Life in the Land Where Sleeping is a Disease. Nairóbi: Union Printing Section.
  • 2005 – Discovering Home: A Selection of Writings from the 2002 Caine Prize for African Writing (Caine Prize for African Writing series). Joanesburgo: Jacana Media.
  • 2006 – “How to write about Africa”. Granta Magazine, n. 92, Jan. 19, 2006: <https://granta.com/how-to-write-about-africa/>
  • 2008 – How to write about Africa. Kwanini? Series. Nairóbi: Kwani Trust.
  • 2011 – One day I will write about this place: A memoir, Graywolf Press: Minneapolis.
  • 2014 – “I am a homosexual, Mum”. In: Africa is a country. 19 jan. 2014: <https://africasacountry.com/2014/01/i-am-a-homosexual-mum/>.

PRÊMIOS

  • 2002 – Caine Prize for African Writing, por “Discovering home”.
  • 2014 – TIME 100 Most Influential People of 2014.

MIA COUTO

MIA COUTO

Nasceu em 1955, na cidade da Beira, em Moçambique.

Em 1972 foi para Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique, para estudar Medicina, mas não terminou o curso. Nos anos 70 dedicou-se ao trabalho de jornalista em diversos órgãos de informação.

Voltou aos estudos universitários e formou-se em Biologia, passando, então a exercer atividades como biólogo e escritor.

Está traduzido em mais de 30 idiomas e recebeu importantes prêmios, nacionais e internacionais, como o Prémio Camões, que recebeu em 2013.

Desde 1987, colabora com grupos de teatro, havendo múltiplas adaptações de contos e romances para teatro e cinema, tanto em Moçambique como no estrangeiro.

Da sua vasta e rica obra destaca-se o romance Terra sonâmbula que foi considerado um dos 12 melhores romances africanos do século XX.

OBRAS DA KAPULANA

pátio das sombras, Contos de Moçambique, v. 10, 2018.

OUTRAS PUBLICAÇÕES

É autor de muitos livros, dentre os quais:

  • Raiz de orvalho e outros poemas (poesia), 1983.
  • Terra sonâmbula (romance), 1992.
  • Estórias abensonhadas (contos), 1994.
  • O último voo do flamingo (romance), 2000 .
  • O pátio das sombras. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique; Barcelona: Fundació Contes pel Món, 2009.
  • Tradutor de chuvas (poesia), 2011.
  • A confissão da leoa (romance), 2012.
  • Inundação (conto), 2014.
  • Mulheres de cinzas (trilogia “As areias do Imperador”) (romance), 2015.
  • A espada e a azagaia (trilogia “As areias do Imperador”) (romance), 2016.
  • O bebedor de horizontes (trilogia “As areias do Imperador”) (romance), 2017.
  • A água e a águia. (infantil), 2018.

PRÊMIOS, DESTAQUES E PARTICIPAÇÕES

  • Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos, 1995.
  • Prémio Vergílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra, 1999.
  • Prémio Mário António, pelo livro O último voo do flamingo, 2001.
  • Associação dos Escritores Moçambicanos (melhor romance), 2004.
  • Prémio União Latina de Literaturas Românicas, 2007.
  • Prêmio FNLIJ Literatura em Língua Portuguesa, 2009.
  • Prémio Eduardo Lourenço, 2012.
  • Prémio Camões , 2013.
  • Neustadt International Prize for Literature, 2014.
  • Man Booker International Prize (finalista), 2015.

RUTENDO TAVENGERWEI

RUTENDO TAVENGERWEI, jovem escritora africana nasceu, cresceu e estudou no Zimbábue, onde morou até os dezoito anos.

Continuou, então, seus estudos na África do Sul, na área de Direito na Universidade de Witwatersrand, onde recebeu o diploma de especialização em Direito Comercial Internacional. Na Suíça, completou um Mestrado no World Trade Institute, Universidade de Berna.

Atualmente, trabalha na Organização Mundial do Comércio, em Genebra. Esperança para voar (Hope is our only wing) é seu primeiro livro de ficção publicado!

OBRAS DA KAPULANA

Esperança para voar. Tradução: Carolina Kuhn Facchin. São Paulo, 2018.

OBRA ORIGINAL

Hope is our only wing. Londres: Hot Key Books, 2018.

CARLOS DOS SANTOS

CARLOS DOS SANTOS nasceu em 1962, em Lourenço Marques, atual Maputo, capital de Moçambique.

Profissional da educação desde 1981, é formado em Psicologia e Pedagogia (1989-1994) pela Universidade Pedagógica de Maputo.

 

OBRAS DA KAPULANA

O caçador de ossos, Contos de Moçambique, v. 8, 2018.

 

OUTRAS PUBLICAÇÕES

Ficção científica:

  • A quinta dimensão. Maputo: Imprensa Universitária, 2006.
  • A quinta dimensão. Maputo: Alcance Editores, 2010.
  • O pastor de ondas. Maputo: Alcance Editores, 2011.
  • O eco das sombras. Maputo: Alcance Editores, 2016.

Infantojuvenis:

  • O conselho. Maputo: Texto Editores, 2007.
  • Os frutos da amizade. Maputo: Plural Editores, 2008.
  • As cores da amizade. Maputo: Plural Editores, 2011.
  • Um passeio pelo céu. Maputo: Plural Editores, 2012.
  • O mundo e mais eu. Maputo: Plural Editores, 2013.
  • O caçador de ossosMaputo: Escola Portuguesa de Moçambique; Barcelona: Fundació Contes pel Món, 2013.
  • O bichinho da curiosidade. Maputo: Plural Editores, 2014.
  • O passeio das espécies. Maputo: Plural Editores, 2015.
  • Os pastores de letras. Maputo: Alcance Editores, 2016.

Didáticos e Técnicos:

  • Criação de animais, doenças dos animais e currais. Maputo: Plural Editores, 2009.
  • Cartilha da ética. Maputo: Plural Editores, 2011.
  • Guião de exploração para professores e para pais. Maputo: Plurais Editores, 2014.

 

MARCELO PANGUANA

MARCELO PANGUANA nasceu em março, em 1951, na cidade de Lourenço Marques, atual Maputo, capital de Moçambique. Escreve desde o momento em que conheceu as primeiras letras do alfabeto. Começou por escrever pequenas histórias para as páginas e revistas culturais. A página literária “Diálogo”, do Notícias da Beira, foi o espaço onde começou a amadurecer a sua escrita. Em Maputo, junta-se a um grupo de escritores do projeto da revista “Charrua”. Deste grupo nasceram alguns dos que constituem, hoje, a nata dos melhores escritores do país. Foi fundador da Editora Lithangu.

OBRAS DA KAPULANA 

Leona, a filha do silêncio, Contos de Moçambique, v. 9,  2018. (em edição)

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • As vozes que falam de verdade (contos). Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 1987 .
  • A balada dos deuses (contos). Maputo, Associação dos Escritores Moçambicanos, 1991.
  • Estórias de reconciliação. Unesco, 1994.
  • Fazedores da alma (entrevistas). Maputo: Tipografia Globo, 1999.
  • O chão das coisas (romance). Maputo: Imprensa Universitária da Universidade Eduardo Mondlane, 2003.
  • Os ossos de Ngungunhana (contos). Maputo: Imprensa Universitária da Universidade Eduardo Mondlane, 2004.
  • Como um louco ao fim da tarde. Maputo: Alcance, 2009.
  • Leona, a filha do silêncio. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique; Barcelona: Fundació Contes pel Món, 2010.
  • O filho do planalto. Luanda: União dos Escritores Angolanos (UEA), 2011.
  • Conversas do Fim do Mundo. Maputo: Alcance, 2012.
  • O vagabundo da Pátria. Maputo: Alcance, 2015.

PRÊMIOS

  • Prémio Literário Rui de Noronha, patrocinado pela FUNDAC, na categoria de escritores consagrados – Moçambique.
  • Menção Honrosa no Prémio Sonangol de Literatura 2011, com o livro O filho do Planalto – Angola.

LESLEY NNEKA ARIMAH

LESLEY NNEKA ARIMAH nasceu no Reino Unido e cresceu lá, mas também em outros países onde seu pai trabalhava, como a Nigéria. Atualmente mora em Minneapolis, no estado de Minnesota, Estados Unidos. É autora do livro What it means when a man falls from the sky (no Brasil, O que acontece quando um homem cai do céu), uma coletânea aclamada de contos lançada em 2017 nos EUA, no Reino Unido e na Nigéria. Não só o livro tem recebido prêmios, como vários dos contos já haviam sido premiados antes de serem publicados no formato de livro.

A OBRA

O livro – Edições de What it means when a man falls from the sky, stories (O que acontece quando um homem cai do céu).

2017 – What it means when a man falls from the sky, stories. New York: Riverhead Books/ Penguin Handon House LLC.
2017 – What it means when a man falls from the sky, stories. Reino Unido: Headline Publishing Group, London/ Tinder Press.
2017 – What it means when a man falls from the sky, stories. Lagos/Nigéria: Farafina.
2018 – O que acontece quando um homem cai do céu. São Paulo: Kapulana.

Os contos

Lesley N. Arimah, antes de ter seus contos reunidos em livro, os submeteu para apreciação a várias revistas literárias, que aprovaram e publicaram várias das histórias. Os seguintes contos já tinham seu mérito reconhecido e haviam sido publicados:

2014 – “Histórias de guerra” (War Stories). Mid-American Review, XXXIV, No. 2, Oct. 2014.
2014-2015 – “O futuro parece bom” (The Future Looks Good). PANK, Jan. 2014 (Incluído no Best American Nonrequired Reading, Houghton Mifflin Harcourt Publishing Company, 2015).
2015 – “Segundas chances” (Second Chances). “Second Chances“, The Toast, Feb. 2015.
2015 – “Acidental” (Windfalls). Per Contra, Online, Issue 35.
2015 – “Luz” (Light). GRANTA Online, April 28, 2015.
2015 – “O que acontece quando um homem cai do céu”(What It Means When a Man Falls from the Sky). Catapult, September 2015.
2015 – “Quem vai te receber em casa” (Who Will Greet You at Home). The New Yorker, October 26th, 2015.
2016 – “As meninas de Buchi” (Buchi’s Girls). Five Points, Vol. 16, No. 3, Sept. 2016.
2016 – “Glória”(Glory). Harper’s Magazine, March 2016.

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

2015 – “Commonwealth Short Story Prize for Africa”, pelo conto “Light”. (Iniciativa da Commonwealth Foundation, que premia normalmente autores inéditos na categoria de contos. Conto foi publicado no NWT e recebeu indicação para o prêmio, pelo qual concorrem as principais revistas dos EUA.)
2016 – Finalista do “National Magazine Awards”, do New York Times, categoria Ficção, pelo conto “Who will greet you at home”.
2017 – Finalista do “National Book Critics Circle Leonard Prize”.
2017 – Nomeada uma das “5 under 35”, da National Book Foundation. (A lista nomeia 5 autores com menos de 35 anos que só tenham um livro de ficção publicado nos últimos cinco anos, e que são promissores.)
2017 – Vencedora do “Kirkus Prize”, categoria Ficção, pelo livro What it means when a man falls from the sky. (Um dos maiores prêmios literários do mundo, premia anualmente autores nas categorias ficção, não ficção e literatura juvenil.)
2017 – “O. Henry Prize”, pelo conto “Glory”. (Promovido pela editora Anchor Books em parceria com a PEN American Center. Premia contos publicados em inglês nos EUA e no Canadá.)
2017 – “Caine Prize Shortlist”, pelo conto “Who will greet you at home”. (Prêmio para contos de literaturas africanas escritas em Inglês.)
2018 – “18º Young Lions Fiction Award” (Premiação promovida pela The New York Public Library)

RESENHAS

A obra de Lesley N. Arimah foi e é objeto da crítica literária de diversos veículos internacionais importantes como:

Africa in Words, Ayiba, BookRiot, Books Shelf, Bookspoils,  Boston Globe, Buzzfeed, Dallas News, Jezebel,  Kirkus Review, Media Diversified, NPR Books, Olisa TV, Publishers Weekly, Salisbury Post, Seattle Times, Shiny New Books, Star Tribune, The Atlantic, The Culture Trip, The Diamondback, The Guardian, The Johannesburg Review of Books, The Michigan Daily, The New York Times, The Rumpus, The Washington Post.

Trechos de resenhas

“Estranho e maravilhoso… uma contadora de histórias sagaz, oblíqua e provocativa, Arimah consegue encaixar a história de uma família em poucas páginas, e inventar parábolas utópicas, fábulas mágicas e cenários aterrorizante, movendo-se com desembaraço entre um distanciamento cômico e um realismo psicológico perspicaz… as suas histórias de ficção científica, que trazem questões feministas e relativas ao meio-ambiente, lembram as de Margaret Atwood. Mas seria errado não aclamar Arimah por sua originalidade estremecedora: ela está conduzindo aventuras em narrativas que seguem sua própria voz, alimentando seu rastro de luz, aquela brasa brilhante, queimando corajosamente, sem ofuscar-se.” – New York Times Book Review

“A voz de Arimah é vibrante e nova, os assuntos que ela traz são, ao mesmo tempo, oportunos e atemporais… Este é um volume curto e raro que fui forçado a colocar nas mãos de amigos dizendo ‘Você tem que ler isso’.” – The Washington Post

“Em sua coleção de estreia, Lesley Nneka Arimah mistura realismo mágico e elementos de ficção científica para criar um conjunto de histórias realmente únicas sobre família, amizade e a ideia de um lar, que vão deixar o leitor faminto para ler mais do seu trabalho.” – Cosmopolitan

ADELINO TIMÓTEO

ADELINO TIMÓTEO nasceu em 1970, na Beira, em Moçambique.

É formado na área de docência em Língua Portuguesa, mas não exerceu a profissão. Ingressou no Jornalismo em 1994, na cidade da Beira, no Diário de Moçambique, e, mais tarde, tornou-se correspondente do semanário Savana, da mesma cidade.

É licenciado em Direito e exerce a função de jornalista no semanário Canal de Moçambique, também da cidade da Beira.

Além disso, é artista plástico e já realizou várias exposições individuais de artes, em Moçambique e no estrangeiro.

 

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Os segredos da arte de amar. Maputo: AEMO, 1999.
  • Viagem à Grécia através da Ilha de Moçambique. Maputo: Ndjira, 2002.
  • A Fronteira do Sublime. Maputo: AEMO, 2006.
  • Mulungu. Lisboa: Texto Editores, 2007.
  • A virgem da Babilónia. Lisboa: Texto Editores, 2009.
  • Nação Pária. Maputo: Alcance Editores, 2010.
  • Na aldeia dos crocodilos. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique; Barcelona: Fundació Contes pel Món, 2011.
  • Dos frutos do amor e desamores até à partida. Maputo: Alcance Editores, 2011.
  • Não chora Carmen. Maputo: Alcance Editores, 2013.
  • Nós, os de Macurungo. Maputo: Alcance Editores, 2013.
  • Livro Mulher. Maputo: Alcance Editores, 2013.
  • Apocalipse dos Predadores. Lisboa: Chiado Editora, 2014.
  • Corpo de Cleópatra. Maputo: Alcance Editores, 2016.
  • Os oito maridos de Dona Luíza Michaela da Cruz. Maputo: Alcance Editores, 2017.
  • Os últimos dias de Uria Simango. Maputo, 2018.
  • Afonso Dhlakama – a longa luta em defesa da democracia, Maputo, 2019.

PRÊMIOS

  • 1999 – Prêmio anual do Sindicato Nacional do Jornalismo, pela melhor Crônica Jornalística.
  • 2001 – Prémio Nacional Revelação de Poesia AEMO (Associação dos Escritores Moçambicanos).
  • 2011 –Prémio BCI/AEMO 2011 pela obra Dos frutos do amor e desamores até à partida.
  • 2013 – “Melhor Escritor da Cidade da Beira”, Moçambique.
  • 2015 – “Excelente e inquestionável qualidade de sua obra”, distinção pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD), Lisboa, Portugal.

ROGÉRIO MANJATE

ROGÉRIO MANJATE nasceu em 1972, em Lourenço Marques, atual Maputo, capital de Moçambique.

É escritor e profissional de teatro, área na qual atua como ator, encenador e docente. Escreveu e dirigiu o premiado curta-metragem de ficção I love You (2007), e os documentários O meu marido está a negar (2007) e Quitupo Hoyê! (2015).

Atualmente, é docente e diretor do Curso de Teatro da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane.

 

OBRAS DA KAPULANA

Wazi, Contos de Moçambique, v. 7,  2017.

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Amor silvestre. Maputo: Ndjira, 2002.
  • Casa em flor. Maputo: Mwananga, 2004.
  • O coelho que fugiu da história. São Paulo: Ática, 2010.
  • Wazi. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique; Barcelona: Fundació Contes pel Món, 2011.
  • Cicatriz encarnada. Maputo: Cavalo do Mar, 2017.

PRÊMIOS, CONCURSOS E OUTRAS PARTICIPAÇÕES

  • Prémio Literário Telecomunicações de Moçambique (TDM), Contos, 2001.
  • Prêmio União Latina do Concurso Literário Guimarães Rosa/RFI, 2002.
  • Prémio de Literatura para Crianças do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, 2002.
  • Prémio 10 de Novembro de Poesia, 2005.

LUÍS BERNARDO HONWANA

LUÍS BERNARDO HONWANA nasceu em 1942, na cidade de Lourenço Marques, atual Maputo, capital de Moçambique), e cresceu em Moamba, cidade do interior, onde seu pai trabalhava como intérprete.

1964 foi o ano da primeira publicação de Nós matamos o Cão Tinhoso!. No mesmo ano, Honwana, militante da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), foi preso por suas atividades anticolonialismo, e permaneceu encarcerado por três anos.

Em 1970, foi para Portugal estudar Direito na Universidade Clássica de Lisboa.

Após a Independência de Moçambique, em 1975, foi nomeado Diretor de Gabinete do Presidente Samora Machel, e participou ativamente da vida política do país.

Em 1982, tornou-se Secretário de Estado da Cultura de Moçambique e, em 1986, foi nomeado Ministro da Cultura de Moçambique.

Em 1987, foi eleito membro do Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Em 1991, fundou e foi o primeiro Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa.

Em 1994, foi convidado para entrar para o Secretariado da UNESCO e foi nomeado Diretor do escritório regional da organização, com base na África do Sul.

Honwana é membro fundador da Organização Nacional dos Jornalistas de Moçambique, da Associação Moçambicana de Fotografia e da Associação dos Escritores Moçambicanos. Atualmente, é o diretor executivo da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND).

OBRAS DA KAPULANA:

Nós matamos o Cão Tinhoso!, 2017 [Vozes da África].

OBRAS:

  • Nós matámos o Cão-Tinhoso! Lourenço Marques [atual Maputo], Moçambique: Sociedade de Imprensa de Moçambique, 1964. 1. ed. Ilustrações de Bertina Lopes (fragmentos de desenho).
  • “Rosita, até morrer” (conto). Vértice, Coimbra, Portugal, v. XXXI, n. 331-32, ago-set, 1971, p. 634-635; Domingo, Maputo, Moçambique, 31 jan. 1982, p. 18.
  • A velha casa de madeira e zinco. Maputo, Moçambique: Alcance Editores, 2017.

 TRADUÇÕES DE NÓS MATAMOS O CÃO TINHOSO!:

  • We killed mangy-dog and other Mozambique stories. de Dorothy Guedes. Londres, Inglaterra: Heinemann Educational Books, 1969.
  • Wir haben den Räudigen Hund getötet. Leipzig, Alemanha: Verlag Philipp Reclam, Erzählungen Taschenbuch, 1980.
  • Svarta Händer. Övers Birgitta de Mello Viana. Norsborg, Suécia: Hedenlans, 1980.
  • Nous avons tué le chien-teigneux. Dakar (Senegal), Abidjan (Costa do Marfim), Lomé (Togo): Les Nouvelles Éditions Africaines, 1983.
  • We killed mangy dog and other Mozambique stories. Trad. de Dorothy Guedes (1969). Harare, Zimbábue: Zimbabwe Publishing House, 1987.
  • Matamos al perro sarnoso. Havana, Cuba: Editorial Arte y Literatura, 1988.
  • Nous avons tué le chien-teigneux. de Michel Laban. Paris, França: Editions Chandeigne, 2006.
  • Nosotros matamos al perro-tiñoso. Madri, Espanha: Baobab Editorial, 2008.

EDIÇÕES ESPECIAIS SOBRE NÓS MATAMOS O CÃO TINHOSO!:

  • MACHUDE, Abudo. A recepção crítica de Nós Matámos o Cão-Tinhoso. Maputo, Moçambique: Alcance Editores, 2014.
  • TAVARES, Ana Paula e MENDONÇA, Fátima (Organizadoras). Nós Matámos o Cão-Tinhoso – Jornada comemorativa. Lisboa, Portugal: Fundação Calouste Gulbenkian; Theya Editores, 2014.

PRÊMIOS E DESTAQUES:

  • 1º lugar no Concurso Literário Internacional da revista The Classic, África do Sul, 1965.
  • “Prémio José Craveirinha de Literatura 2014”, Associação dos Escritores Moçambicanos, Moçambique.
  • Nós matamos o Cão Tinhoso! – Classificado entre os “100 melhores livros africanos do século XX” (Creative Writing), 2002. Uma iniciativa da “Zimbabwe International Book Fair”, com a colaboração de African Publishers Network (APNET), Pan-African Booksellers Association (PABA), associações de escritores africanos, conselhos para o desenvolvimento do livro e associações de bibliotecas.

 

 

ANA MAFALDA LEITE

ANA MAFALDA LEITE é ensaísta, docente e principalmente poeta, com mais de 30 anos de trajetória criando versos: seu primeiro livro de poemas, Em sombra acesa, foi publicado em 1984. Nasceu em Portugal, mas cresceu e fez os primeiros estudos universitários na Universidade Eduardo Mondlane, de Maputo, Moçambique.

É docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com Mestrado em Literaturas Brasileira e Africanas de Língua Portuguesa e Doutora em Literaturas Africanas, sua área principal de investigação.  É Professora Associada com Agregação da Universidade de Lisboa, pesquisadora do ISEG do CEsA, com bolsa da FCT.

Desenvolveu pesquisa de Doutorado e Pós-Doutorado, na Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS) da Universidade de Londres, na Universidade de Roma e na Universidade de Dakar.

Participa em eventos acadêmicos e culturais no Brasil, colaborando em mesas de debates e bancas de instituições que promovem reflexão sobre a literatura e a cultura de países de língua portuguesa. É autora de vários ensaios, traduções, artigos, introduções e resenhas críticas.

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Em sombra acesa. Lisboa: Vega, 1984.
  • Canções de Alba. Lisboa: Vega, 1989.
  • Mariscando luas (em colaboração com Luís Carlos Patraquim e Roberto Chichorro). Lisboa: Vega, 1992.
  • Rosas da China. Lisboa: Quetzal Editores, 1999.
  • Passaporte do coração. Lisboa: Quetzal Editores, 2002.
  • Livro das Encantações. Lisboa: Caminho, 2005.
  • O Amor essa forma de desconhecimento. Maputo: Alcance Editores, 2010.
  • Livro das Encantações – Antologia (1984-2005). Maputo: Alcance Editores, 2010.

 ENSAIOS

  • A poética de José Craveirinha (1991).
  • Oralidades & Escritas pós-coloniais (2012).

PRÊMIOS

  • Prémio Femina Lusofonia de Literatura, 2015. Prêmio que agracia as Notáveis Mulheres Portuguesas e da Lusofonia, oriundas de Portugal, dos Países de Expressão Portuguesa, das Comunidades Portuguesas e Lusófonas, e Luso-descendentes, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário no Mundo, pelo Conhecimento e pelo seu relacionamento com outras Culturas.

SÓNIA SULTUANE

SÓNIA SULTUANE nasceu em Maputo, Moçambique, em 4 de março de 1971. É uma artista multifacetada – poeta, artista plástica, escritora, colaboradora da imprensa e curadora. É uma voz afirmada na poesia, desde a estreia com a obra Sonhos, em 2001. 

Além de escritora e artista plástica, seu mérito é reconhecido, por seu papel social na valorização das mulheres do mundo, por sua participação em festivais internacionais e moçambicanos.

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS OBRAS

  • 2001 – Sonhos. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos.
  • 2006 – Imaginar o poetizado. Maputo: Ndjira.
  • 2009 – No colo da lua. Maputo: da Autora.
  • 2014 – A Lua de N´weti. Santo Tirso: Editorial Novembro.
  • 2016 – Roda das encarnações. Maputo: Fundação Fernando Leite Couto.
  • 2017 – Celeste, a boneca com olhos cor de esperança. Santo Tirso: Editorial Novembro. 

ANTOLOGIAS (parte da obra)

  • 2003 – Nunca mais é sábado
  • 2006 – Poesia sempre
  • 2014 – Antologia dos silêncios que cantamos, poesia moçambicana
  • 2015 – Zalala
  • 2016-2017 – Universal Lusófona Rio dos Bons Sinais

PRÊMIOS E OUTROS DESTAQUES

  • Prémio Femina 2017 – Mérito nas Letras: Literatura – Poesia em Portugal. Esse prêmio é destinado às “Notáveis Mulheres Portuguesas e da Lusofonia, oriundas de Portugal, dos Países de Expressão Portuguesa, das Comunidades Portuguesas e Lusófonas, e Luso-descendentes”, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário no mundo, pelo Conhecimento e pelo seu relacionamento com outras Culturas.
  • “Escritora do ano 2014”, pelo seu papel social na valorização das mulheres, no Festival Internacional de Poesia Mujeres Poetas Internacional, organizado pelo ‘Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora”.

PARTICIPAÇÕES

  • Gestora de Comunicação e Imagem em firma de advocacia.Cronista na revista Lua do jornal Sol (2011- 2012)
  • Autora do projeto artístico Walking Words 2008 (de grande relevância, inserido em diversas disciplinas artísticas)
  • Membro da AEMO (Associação dos Escritores Moçambicanos)
  • Membro do Núcleo de Arte
  • Embaixadora do MIL (Movimento Internacional Lusófono – Moçambique) na cidade de Maputo
  • Representante honorária do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora em Maputo
  • Membro da Comissão de Honra da Fundação Fernando Leite Couto
  • Membro honorário do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora
  • Membro da Associação de Fotografia de Moçambique
  • Membro do Conselho de Direcção do Arterial Network Mozambique
  • Embaixadora da Casa Internacional de S.Tomé e Príncipe em Lisboa
  • Embaixadora da Loja das Meias em Moçambique

SAIBA MAIS SOBRE A AUTORA

ANDREA LÚCIA BARROS

ANDREA LÚCIA BARROS é jornalista formada pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM), especialista em Literatura e Critica Literária pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) e bacharel em Direito pela Universidade Paulista (Unip).

Paulistana, Andrea mantém um blog de contos, crônicas e poesias. Iniciou a carreira literária participando de uma antologia poética e tem três livros publicados.

OBRAS DA KAPULANA

Canções do caos – vozes brasileiras, 2017.

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Travessa da vida, 2010, Multifoco.
  • Desvios poéticos, 2012, Multifoco.
  • Contos de Pandora

ANA JÚLIA BALDI

ANA JÚLIA BALDI nasceu em Guaxupé, Minas Gerais, em 1993. Tem formação em Letras (português – francês) pela Universidade Federal de São Paulo e atualmente é professora de língua francesa.

Pretende seguir carreira acadêmica na área dos estudos literários. O que era só paixão, um dia será profissão. Além da literatura, também é amante de cinema, música e da Frida.

OBRAS DA KAPULANA

Canções do caos – vozes brasileiras, 2017.

ADRIANA CECCHI

ADRIANA CECCHI nasceu em 1989 na cidade de São Paulo. Formada em Audiovisual, é apaixonada por qualquer coisa relacionada à arte e trabalha com conteúdo para internet. Tem um blog chamado Redatora de Merda há 6 anos, no qual rabisca algumas palavras próprias, além de falar sobre livros e filmes. Muitas linhas e poucas curvas.

OBRAS DA KAPULANA

SANGARE OKAPI

SANGARE OKAPI nasceu em Maputo, capital de Moçambique. Professor, formado em ensino de Língua Portuguesa, Sangare Okapi é autor de livros de poesia, com temáticas calcadas no “eu” e no erotismo. Em suas obras, aparecem referências a escritores moçambicanos e a literaturas de outras partes do mundo.

Em seu livro Antologia inédita – Outras vozes de Moçambique, organizado com o escritor também moçambicano Lucílio Manjate, divulga escritores da nova geração moçambicana.

OBRAS DA KAPULANA

Mesmos barcos ou poemas de revisitação do corpo, 2017 [Vozes da África].

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Inventário de angústias ou apoteose do nada. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 2005.
  • Mesmos barcos ou poemas de revisitação do corpo. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 2007.
  • Era uma vez… Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 2009. (coautor)
  • Mafonematográfico também círculo abstracto. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 2011.
  • Antologia inédita – Outras vozes de Moçambique Maputo: Alcance, 2014. (coorganizador).
  • Os poros da concha. Maputo: Cavalo do Mar, 2018.

PRÊMIOS, CONCURSOS OU OUTRAS PARTICIPAÇÕES

  • Prémio Revelação FUNDAC Rui de Noronha (2002).
  • Prêmio Revelação de Poesia AEMO/ICA (2005).
  • Menção Honrosa no Prémio José Craveirinha de Literatura (2008).

LUÍS CARLOS PATRAQUIM

LUÍS CARLOS PATRAQUIM nasceu em Maputo, Moçambique, em 1953. Entre 1973 e 1975, foi refugiado político na Suécia.

Ao retornar a Moçambique, fundou, com outros escritores, a Agência de Informação de Moçambique (AIM), trabalhou no Instituto Nacional de Cinema (INC) de Moçambique, foi redator do jornal cinematográfico “Kuxa Kanema” e colaborador na imprensa moçambicana.

Em 1986, deixou Moçambique fixando-se em Portugal, onde continuou seu trabalho como roteirista e colaborador editorial.

Em sua vasta obra publicada em prosa, poesia e teatro, inspira-se em temas do passado e do presente, retratando o amor, a mulher, o mar e o sonho. Em 1995, em Moçambique, ganhou o “Prémio Nacional de Poesia”.

 

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Monção. Lisboa: Edições 70; Maputo: Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1980.
  • A inadiável viagem. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 1985.
  • Vinte e tal novas formulações e uma elegia carnívora. Lisboa: ALAC, 1992.
  • Mariscando luas. Lisboa: Vega, 1992.
  • Lidemburgo blues. Lisboa: Caminho, 1997.
  • O osso côncavo e outros poemas (1980-2004). Lisboa: Caminho, 2005.
  • O osso côncavo. São Paulo: Escrituras, 2008.
  • Pneuma. Lisboa: Caminho, 2009.
  • A canção de Zefanías Sforza. Lisboa: Porto, 2010.
  • Antologia poética. Belo Horizonte: UFMG, 2011.
  • Matéria concentrada. Maputo: Ndjira, 2011.
  • Enganações de boca. Maputo: Alcance, 2011.
  • Ímpia Scripta. Maputo: Alcance, 2012.
  • Manual para incendiários e outras crónicas. Lisboa: Antígona, 2012.
  • O escuro anterior. Lisboa: Companhia das Ilhas, 2013.
  • O Deus Restante. Maputo: Cavalo do Mar, 2017.

PRÊMIOS

  • Prémio Nacional de Poesia, Moçambique, 1995.

ALEXANDRE DUNDURO

ALEXANDRE DUNDURO nasceu na cidade da Beira, em Moçambique, em 1987. Formado em Relações Internacionais e Diplomacia, segue a carreira de pesquisador e consultor desde 2012. Ativista cultural, está envolvido em iniciativas juvenis de promoção da Cultura e da Literatura Infantojuvenil em Moçambique. É cofundador do grupo Clube de Leitura no Instituto Superior de Relações Internacionais.

É membro ativo da plataforma online de literatura jovem moçambicana, Lidilisha, onde tem publicado vários textos, na sua maioria poesia. Atualmente, desenvolve e implementa projetos de desenvolvimento social, ambiental e cultural e colabora em vários projetos como consultor e pesquisador.

OBRAS DA KAPULANA

O casamento misterioso de Mwidja, Contos de Moçambique, v. 4, 2017.

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • O casamento misterioso de Mwidja. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique; Barcelona: Fundació Contes pel Món, 2013.
  • Antologia – Aunt Mavo’s Labours: A story from Mozambique, Inanna Publications, Canadá, 2014.
  • Antologia – SÄRJETTY MAA, SIEMENPUU, Finlândia, 2015.
  • Mutondi, o tocador de Timbila, Beira: Fundza, 2017.

TATIANA PINTO

TATIANA PINTO nasceu na Zambézia, província do norte de Moçambique, em 1985. Em Moçambique, viveu 17 anos da sua vida. Após isso, foi viver mais uns tantos em Timor-Leste, país de sua mãe. Em 2006 mudou-se para Portugal para estudar Jornalismo. Após  terminar o curso, decidiu regressar para Moçambique.

OBRA DA KAPULANA

PINTO, Tatiana. A viagem. Contos de Moçambique, v. 3, 2016.

 

OUTRAS PUBLICAÇÕES

Stella e a Menina do Mar. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique, 2012.

A viagem. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique; Barcelona: Fundació Contes pel Món, 2012.

 

NOÉMIA DE SOUSA

NOÉMIA DE SOUSA nasceu em 1926, em Catembe, vila no litoral Sul de Moçambique, banhada pelo Oceano Índico, na baía de Maputo, bem em frente à capital de Moçambique. Faleceu em 2002, em Cascais, Portugal. Por sua influência nas gerações de poetas de Moçambique, ficou conhecida como “Mãe dos poetas moçambicanos”. É autora de densa obra poética, que representa a resistência da mulher africana e luta do povo moçambicano por sua liberdade. Seu único livro, Sangue negro, é composto por 49 poemas, escritos entre 1948 e 1951, que circularam na época em jornais como O brado africano. Em 2001, seus poemas foram reunidos no livro Sangue negro, publicado pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e, dez anos mais tarde, uma nova edição de Sangue negro foi publicada pela editora moçambicana Marimbique. Em 2016, a Editora Kapulana publica a primeira edição brasileira de Sangue negro, com os 49 poemas mais marcantes da literatura moçambicana.

OBRA DA KAPULANA

SOUSA, Noémia. Sangue negro. São Paulo: Kapulana.  2016. [Vozes da África]

OUTRAS EDIÇÕES

  • SOUSA, Noémia. Sangue negro. Maputo: AEMO – Associação dos Escritores Moçambicanos, 2001.
  • SOUSA, Noémia. Sangue negro. Maputo: AEMO – Editora Marimbique, 2011.

 

 

LUCÍLIO MANJATE

LUCÍLIO MANJATE nasceu em Maputo, capital de Moçambique, em 13 de janeiro de 1981.

É formado em Linguística e Literatura pela Universidade Eduardo Mondlane e é professor de Literatura na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da mesma Universidade.

É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e da Sociedade Moçambicana de Autores (SOMAS).

Participa também de eventos internacionais como jornadas literárias e outros encontros culturais. Escreve matérias para jornais e revistas e livros, alguns premiados, como Os silêncios do narrador. É autor de obras em prosa para adultos e para crianças.

 

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

Ficção

  • Manifesto. Maputo: TDM, 2006
  • Os silêncios do narrador. Maputo: AEMO, 2010.
  • O contador de palavras. Maputo: Alcance, 2012.
  • A legítima dor da Dona Sebastião. Maputo: Alcance, 2013.
  • Literatura Moçambicana – da ameaça do esquecimento à urgência do resgate. Maputo: Alcance, 2015 (Coautor)
  • Rabhia. Lisboa: Edições Esgotadas, 2017.
  • A triste história de Barcolino, o homem que não sabia morrer, Cavalo do Mar, 2018. 

Coorganização

  • Esperança e certeza 2 – Contos. Maputo: AEMO, 2008. (Coorganizador)
  • Era uma vez… Maputo: AEMO, 2009. (Coorganizador)
  • Antologia Inédita – Outras vozes de Moçambique. Maputo: Alcance, 2014. (Coorganizador)

PRÊMIOS:

  • Prémio Revelação – TDM – Telecomunicações de Moçambique (2006): Manifesto.
  • Prémio 10 de Novembro (2010): Não me olhe com tanto ouvido boquiaberto (romance – AEMO).Posteriormente, o livro recebeu o título de Os silêncios do narrador.
  • Prémio Literário Eduardo Costley-White (1a. ed., 2017):  Rabhia.

EVENTOS NO BRASIL

Saiba mais sobre o autor e sua obra:

http://opais.sapo.mz/barcolino-uma-historia-sobre-a-condicao-humana

http://www.kapulana.com.br/historias-de-bela-tristeza-por-elena-brugioni/

https://www.dn.pt/artes/interior/escritor-mocambicano-lucilio-manjate-vence-premio-eduardo-costley-white-5721123.html

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/obra-de-lucilio-manjate-revelou-cunho-mais-ousado-e-inteligencia-mia-couto_n988568

http://www.kapulana.com.br/contos-africanos-o-jovem-cacador-velha-dentuca-kalimba/

http://www.kapulana.com.br/editora-kapulana-no-flipocos-2017/

http://opais.sapo.mz/lucilio-manjate-esclarece-o-que-faz-um-escritor

http://www.kapulana.com.br/literatura-mocambicana-infantil_o-percurso-da-liberdade-em-lucilio-manjate-por-jose-dos-remedios/

http://www.kapulana.com.br/contacao-de-historia-do-livro-o-cacador-e-a-velha-dentuca/

http://www.kapulana.com.br/maputo-mocambique-2015-diretora-da-kapulana-com-lucilio-manjate-e-sangare-okapi/

HÉLDER FAIFE

HÉLDER RAFAEL FAIFE nasceu em setembro de 1974, em Maputo, atual capital de Moçambique. Publicitário por formação desde 1994, estudou Arquitetura e Planejamento Físico na Universidade Eduardo Mondlane, também em Maputo, Moçambique. É artista plástico e membro da Associação dos Escritores Moçambicanos.

OBRAS DA KAPULANA

As armadilhas da floresta, Contos de Moçambique, v. 2, 2016.

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Contos de fuga, 2010.
  • Poemas em sacos vazios que ficam de pé, 2010.
  • Pandza, Crónicas, 2011.
  • As armadilhas da floresta. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique; Barcelona: Fundació Contos pel Món, 2014.
  • Desdenhos, 2017.

PRÊMIOS, CONCURSOS OU OUTRAS PARTICIPAÇÕES

  • Prémio Literário TDM 2010 – categoria: conto (com Contos de fuga): Concurso Literário da empresa Telecomunicações de Moçambique (TDM)
  • Prémio Literário TDM 2010 – categoria: poesia (com Poemas em sacos vazios que ficam de pé): Concurso Literário da empresa Telecomunicações de Moçambique (TDM)
  • Prémio Literário 35 anos do Banco de Moçambique (conto).
  • Menção Honrosa do Prémio Literário 35 anos do Banco de Moçambique (poesia)
  • Prémio FUNDAC Rui de Noronha 2008 (poesia).

UNGULANI BA KA KHOSA

UNGULANI BA KA KHOSA, nome tsonga (grupo étnico do sul de Moçambique) de FRANCISCO ESAÚ COSSA, nasceu a 1º de Agosto de 1957, em Inhaminga, distrito de Cheringoma, província de Sofala, Moçambique.

Professor de carreira, exerceu funções importantes em Moçambique como as de Diretor do Instituto Nacional do Livro e do Disco e Diretor Adjunto do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual de Moçambique. Durante a década de 90, foi cronista assíduo de vários jornais. Foi Secretário-Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e Diretor do Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD).

Tem forte vínculo com a cultura brasileira, tendo participado de vários eventos culturais e acadêmicos no Brasil, como FlinkSampa (São Paulo/SP), Afrolic (Recife/PE), FliPoços (Poços de Caldas – MG), USP (São Paulo/SP) e Unicamp (Campinas/SP).

OBRAS DA KAPULANA

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Ualalapi. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 1987.
  • Orgia dos loucos. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 1990.
  • Histórias de amor e espanto. Maputo: INLD, 1993.
  • No reino dos abutres. Maputo: Imprensa Universitária, 2002.
  • Os sobreviventes da noite. Maputo: Texto Editora, 2005.
  • Orgia dos loucos. Maputo: Alcance, 2008.
  • Choriro. Lisboa: Sextante Editora, 2009.
  • O rei mocho. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique, 2012.
  • Ualalapi. Belo Horizonte: Nandyala, 2013.
  • Entre as memórias silenciadas. Maputo: Texto Editora, 2013.
  • Gungunhana. Porto: Porto Editora; Maputo: Plural Editores, 2018.

DESTAQUES/ PRÊMIOS

  • Grande Prémio de Ficção Narrativa, com Ualalapi (1987), 1990.
  • Prémio Nacional de Ficção, com Ualalapi (1987), 1994.
  • Um dos 100 melhores romances africanos do século XX: Ualalapi (1987), 2002.
  • Prémio José Craveirinha de Literatura, com Os sobreviventes da noite (2005),
  • Prémio BCI de Literatura, com Entre as memórias silenciadas (2013), 2013.
  • Ordem de Rio Branco, Grau de Comendador (2018) concedido pelo Governo Brasileiro, pelos 30 anos de carreira literária, iniciada com a publicação de Ualalapi, em 1987.
  • Prémio José Craveirinha de Literatura, pelo conjunto da obra literária (2018).

SULEIMAN CASSAMO

SULEIMAN CASSAMO, filho de pai de origem asiática e de mãe ronga, nasceu em 1962, no distrito de Marracuene, Maputo, sul de Moçambique. É licenciado em Engenharia Mecânica e Mestre em Gestão Empresarial, pela Universidade Eduardo Mondlane, onde é docente há 25 anos.

Foi Secretário Geral da Associação de Escritores Moçambicanos (AEMO) no biênio de 1997-1999. É escritor com obra reconhecida internacionalmente, tendo já recebido prêmios europeus e africanos. Desde os anos de 1980, colabora com a imprensa de Moçambique, principalmente com contos e crônicas (Revista Charrua, Gazeta de Artes e Letras, Eco, Forja, Jornal Notícias). Tem participado de conferências em Angola, Brasil, Espanha, França, Moçambique, Portugal e Suíça.

OBRAS DA KAPULANA

O regresso do morto, contos, 2016. [Vozes da África].

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • O regresso do morto. Alfragide: Editorial Caminho, 1997.
  • Amor de baobá. Maputo: Ndjira, 1998.
  • Palestra para um morto. Maputo: Ndjira, 2000.

PRÊMIOS, CONCURSOS E OUTRAS PARCIPAÇÕES

  • Prémio Guimarães Rosa, 1994.
  • Grande Prémio Sonangol de Literatura, 2015.

SÍLVIA BRAGANÇA

SÍLVIA BRAGANÇA nasceu em Goa, na Índia, e vive em Moçambique há muitos anos. É professora, pintora, poeta e escritora. Sempre teve paixão por crianças e dedica-se a projetos de educação com crianças moçambicanas. É artista bastante conhecida internacionalmente e faz várias exposições de arte na Índia, em Portugal e em Moçambique.

Silvia Bragança foi casada com Aquino de Bragança, figura importante na libertação dos povos africanos e na luta contra o sistema colonial português. Aquino morreu em 1986 em um acidente de avião, no qual se encontrava toda a comitiva do então presidente de Moçambique, Samora Machel, também falecido na ocaisião, de quem era muito próximo.

OBRAS DA KAPULANA

Sonho da lua, 2015. [Vozes da África].

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • A quem a minha vida, a vida deu?. Maputo: Imprensa Universitária, 1998.
  • Aquino de Bragança, batalhas ganhas, sonhos a continuar. Maputo: Ndjira, 2009.

PEDRO PEREIRA LOPES

PEDRO PEREIRA LOPES nasceu na Zambézia, em Moçambique, em 1987. Contador de histórias e poeta, é fundador da web-revista de literatura “Lidilisha” e do “Projecto Ler para Ser”. Mestre em políticas públicas pela Escola de Governação da Universidade de Pequim, é docente e pesquisador no Instituto Superior de Relações Internacionais, em Maputo.

OBRAS DA KAPULANA

Viagem pelo mundo num grão de pólen e outros poemas, 2015. [Vozes da África]

Kanova e o segredo da caveira, Contos de Moçambique, v. 5, 2017.

 

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • O homem dos 7 cabelos. Maputo: Alcance Editores, 2012.
  • Kanova e o segredo da caveira. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique,; Barcelona: Fundació Contes pel Món, 2013.
  • Viagem pelo mundo num grão de pólen e outros poemas. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique, 2014.
  • A história do João Gala-Gala. Maputo: Escola Portuguesa de Moçambique, 2017.
  • O mundo que iremos gaguejar de cor. Maputo: Cavalo do Mar, 2017.

PRÊMIOS, CONCURSOS E OUTRAS PARCIPAÇÕES

  • Prêmio Lusofonia, Município de Trofa, 2010.
  • Menção honrosa, Prêmio Literário 10 de Novembro. Maputo, 2015.
  • Menção honrosa, Prêmio Literário Eduardo Costley-White. Lisboa, 2016.
  • Prêmio Maria Odete de Jesus, Universidade Politécnica. Maputo, 2016.

MARIA CELESTINA FERNANDES

MARIA CELESTINA FERNANDES nasceu no Lubango, província da Huíla, para onde seu pai, funcionário público, havia sido transferido. Ainda muito jovem foi para Luanda, e nesta cidade cresceu e fez toda a sua formação. É Assistente Social e licenciada em Direito. Dentre as várias funções que exerceu, destaca-se o serviço prestado no Banco Nacional de Angola, onde chefiou o departamento social e posteriormente passou para a área jurídica, aposentando-se na categoria de subdiretora. Iniciou a carreira literária no início da década de oitenta.

É autora de uma vasta obra, com destaque para a literatura infantojuvenil. Tem obras   premiadas e algumas traduzidas para outros idiomas.

 

OBRAS DA KAPULANA

Kalimba, 2015. [Vozes da África].

Kambas para sempre, 2017. [Vozes da África].

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • A borboleta cor de ouro. UEA,1990.
  • Kalimba. INALD, 1992.
  • Retalhos da vida. INALD, 1992.
  • A árvore dos gingongos. Edições Margem. 1993.
  • Poemas. UEA, 1995.
  • A rainha tartaruga. INALD, 1997.
  • A filha do soba, Nzila. 2001.
  • O presente. Chá de Caxinde, 2002
  • O meu canto. UEA, 2004.
  • Os panos brancos. UEA, 2004.
  • A estrela que sorri. UEA, 2005.
  • É preciso prevenir. UEA, 2006.
  • As três aventureiras no parque e a joaninha. UEA, 2006.
  • União Arco-Íris. INALD, 2006.
  • Colectânea de contos. INALD, 2006.
  • A Muxiluanda. Chá de Caxinde, 2008.
  • As amigas em Kalandula. INIC, 2010.
  • Os dois amigos. UEA, 2010.
  • Jardim do livro. INIC, 2011.
  • Sonhando. UEA, 2011.
  • Canção para os kangengues. INIC, 2012
  • A lagoa Misteriosa. Porto Editora/Plural Editores, 2012.
  • Disputa entre o vento e o sol e outras histórias. Leya/Texto Editora, 2016
  • O grande encontro. Porto Editora/Plural Editores, 2016.

PRÊMIOS, CONCURSOS e OUTRAS PARTICIPAÇÕES

  • Menção altamente recomendável. FNLIJ, 2009
  • Diploma de mérito do Ministério da Cultura, 2009.
  • Prémio Literário Jardim do Livro Infantil, 2010.
  • Prémio Caxinde do Conto Infantil, 2012.
  • Prémio Excelência Literária (Troféu Corujão das Letras), 2015.

LICA SEBASTIÃO

LICA SEBASTIÃO nasceu em Maputo, capital de Moçambique. Fez a licenciatura em Ensino do Português em 1994. Concilia a atividade docente com as artes plásticas e a poesia desde 2006. Participou de exposições coletivas e realizou várias mostras individuais. É membro do “Núcleo de Arte” em Maputo.

OBRAS DA KAPULANA

de terra, vento e fogo, 2015. [Vozes da África].

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Poemas sem véu. Maputo: Alcance Editores, 2011.
  • Ciclos da minha vida. Portugal: Chiado, 2015.

KELY DE CASTRO

KELY DE CASTRO é atriz, arte-educadora e pesquisadora. É doutoranda em Artes Cênicas na Unesp, mestre na mesma área pela USP e graduada em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas pela Unesp. É bonequeira, contadora de histórias e docente em teatro. Atua nessas áreas ministrando oficinas, cursos de formação e capacitação de atores e professores. Como atriz, trabalha profissionalmente desde 2004, integrou por quatro anos a Cia. Truks Teatro de Bonecos e fundou em 2010 a Cia. Animalenda, onde também atua como autora teatral. Desde então o repertório de contações de histórias e espetáculos teatrais da Cia. Animalenda vem se destacando em festivais de teatro, projetos culturais e nas programações infantis de diversas unidades do Sesc, no estado de São Paulo.

OBRAS DA KAPULANA

Serei sereia?, 2016.

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Artigo: “O Teatro de Mamulengos de ontem e de hoje: A importância do reconhecimento do teatro de bonecos tradicional brasileiro como patrimônio imaterial cultural do Brasil”. Resgate Revista Interdisciplinar de Cultura. p. 69-80. Vl 23. Editora do Setor de Publicações do CMU. Campinas, SP. Dez. 2015.  
  • Artigo: “Aspectos do processo de criação atoral no teatro de formas animadas”. Revista Móin-Móin, n. 07,. p. 110. Udesc, 2010.
  • Dissertação de Mestrado: Ator do Teatro de Animação Contemporâneo: trajetórias rumo à criação da cena. ECA/USP. Out. 2009.
  • Artigo: “O trabalho de criação do ator no espetáculo ‘Isto não é um cachimbo’.
  • Livro: A possibilidade do novo no Teatro de Animação. Publicação: do Autor/Organizador Henrique Sitchin, p. 122. São Paulo, mar. 2009.

FRANCISCO NOA

FRANCISCO NOA é Doutor em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa, em Portugal. Ensaísta e professor de Literatura Moçambicana na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Moçambique, é também investigador associado na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Foi diretor e investigador do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança (CESAB), em Moçambique. Professor convidado, orientador e examinador de teses em universidades nacionais e no estrangeiro, assumiu ainda vários cargos de gestão em instituições de ensino superior.

Sua pesquisa atual debruça-se sobre os temas de colonialidade, nacionalidade e transnacionalidade literária, a literatura como conhecimento e o diálogo intercultural no Oceano Índico, a partir da literatura.

Atualmente é Reitor da Universidade Lúrio (UniLúrio), em Moçambique.

OBRAS DA KAPULANA

Perto do fragmento, a totalidade: olhares sobre a literatura e o mundo, 2015. [Ciências e Artes]

Império, mito e miopia: Moçambique como invenção literária, 2015 [Ciências e Artes]

Uns e outros na literatura moçambicana – ensaios, 2015. [Ciências e Artes]

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Literatura Moçambicana: Memória e Conflito. Maputo: Imprensa Universitária, 1997.
  • A Escrita infinita. Maputo: Imprensa Universitária, 1998/2003.
  • Império, mito e miopia. Moçambique como Invenção Literária. Portugal: Caminho, 1998/2002.
  • A letra, a sombra e água. Ensaios & Dispersões. Portugal: Texto, 2008.
  • Perto do Fragmento, a Totalidade. Olhares sobre a literatura e o mundo. Maputo: Ndjira, 2014.

 

PRÊMIOS E DESTAQUES DE PARTICIPAÇÕES no BRASIL

  • 2017: participação na 5a.Flink Sampa – Festa da Literatura, Conhecimento e Cultura Negra, São Paulo, SP, Brasil. 
  • 2015 – 25 nov.:  sessão sobre o tema “Atlântico e Índico: cartografias literárias”. In: V Colóquio Internacional, África, literaturas e contemporaneidade, na Faculdade de  Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
  • 2015 – 25 nov.: sessão sobre o tema “Moçambique: desestabilização e criação literária”. In: Curso sobre “África: Áfricas: reflexões sobre o presente”, no Centro de Pesquisa e Formação do SESC SÃO PAULO .
  • 2014: Prémio BCI de Literatura
  • 2012 – 13-15 jun.: “Colonialidade, nacionalidade e transnacionalidade literária em Moçambique”. In: VI Seminário de Literatura Brasileira – Minas e o Modernismo, Universidade de Montes Claros, Montes Claros, MG, Brasil.
  • 2011 – 11-16 set.: “Intersecções afro-luso-brasileiras na poesia de Noémia de Sousa, José Craveirinha e Rui Knopfli e o estabelecimento do cânone literário”. In: XXIII Congresso Internacional da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa (ABRAPLIP). São Luís, MA, Brasil.
  • 2010 – 8 -11 nov.: “A narrativa moçambicana contemporânea: o individual, o comunitário e o apelo da memória”. In: IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Ouro Preto, MG, Brasil.
  • 2010 – 27 set.-1 out.: “Literatura colonial e as imagens do Império”. In:  Congresso Internacional “Da República ao 25 de Abril: a miragem do império”, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil.
  • 2009 – 30 set.: “Cultura e Sociedade em Moçambique”. Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, FEARP-USP, Ribeirão Preto, SP, Brasil.
  • 2009 – 29 set.: “Linguagem, Cultura e Literatura em Moçambique”. Universidade de Ribeirão Preto, UNAERP, Ribeirão Preto, SP, Brasil.

FRANCISCO M. SILVEIRA

FRANCISCO MACIEL SILVEIRA é Professor Titular de Literatura Portuguesa na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, onde obteve os títulos de Mestre, Doutor e Livre-Docente, com trabalhos em torno da oratória sagrada dos Padres António Vieira, Manuel Bernardes e da comediografia de António José da Silva, o “Judeu”. Além de crítico literário com ensaios e resenhas publicados em periódicos do Brasil e do Exterior, é ficcionista, poeta, ensaísta com mais de vinte prêmios literários nos âmbitos da ficção, poesia e ensaio. 

OBRAS DA KAPULANA

O caso de Pedro e Inês: Inês(quecível) até o fim do mundo, 2015 [Intersecções literárias].

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Português para o segundo grau, Cultrix, 1979.
  • Padre Manuel Bernardes — Textos doutrinais, Cultrix, 1981.
  • Aprenda a escrever, Cultrix, 1985.
  • Literatura barroca, Global, 1987.
  • Poesia clássica, Global, 1988.
  • Concerto barroco às óperas do Judeu, Perspectiva/Edusp, 1992.
  • Palimpsestos – uma história intertextual da Literatura Portuguesa, Laiovento, 1997/2008.
  • Fernando Pessoa(s) de um drama, Reis Editorial, 1999.
  • Ó Luís, vais de Camões?, Reis Editorial, 2001.
  • Saramago – Eu-próprio, o Outro?, Universidade de Aveiro, 2007.
  • Eça de Queiroz: O mandarim do Realismo Português. Paulistana, 2010.
  • Canteiro de Obras, Todas as Musas, 2011.
  • Exercícios de caligrafia literária: Saramago quase, CRV, 2012.

PRÊMIOS, CONCURSOS E OUTRAS PARTICIPAÇÕES

  • Prêmio Estímulo de 1967 – Poesia, Comissão Estadual de Literatura (São Paulo), 1967.
  • Prêmio Estímulo – Conto, Comissão Estadual de Literatura – São Paulo, 1967.
  • Prêmio Estímulo – Ensaio Literário – São Paulo, Comissão Estadual de Literatura, 1968.
  • Prêmio Othon Gama d’Eça; concurso nacional de contos, Academia Catarinense de Letras, 1969.
  • III Concurso Nacional de Contos, Fundação Educacional do Paraná, 1970.
  • Prêmio Othon Gama d’Eça – concurso nacional de contos, Academia Catarinense de Letras, 1970.
  • Prêmio Estímulo – Ensaio Literário, Conselho Estadual de Cultura – São Paulo, 1971.
  • Concurso Nacional de Poesia e Conto, UBE – seção Goiás, 1985.
  • I Concurso Nacional de Poesia Cidade de Mineiros, UBE – seção Goiás, 1995.

CLEMENTE BATA

CLEMENTE BATA nasceu em 10 de outubro de 1967, na cidade de Maputo. Formou-se em Letras Modernas, pela Universidade Paul Valéry, Montpellier, França, e obteve o Mestrado em Ciências da Linguagem, na Universidade de Besançon, Franche-Comté, França. Durante vários anos, ensinou Francês no Instituto de Línguas de Maputo e foi docente na Universidade Eduardo Mondlane e na Universidade Pedagógica. Sua atividade literária inicia-se nos finais dos anos de 1980, quando publicou alguns poemas na imprensa. Teve seus textos publicados em periódicos como o Jornal Notícias e as revistas Lua Nova, Proler, entre outras, assim como nas revistas literárias eletrônicas Maderazinco (Moçambique) e Nova cultura (Alemanha). Foi também colunista do Jornal Meianoite.

OBRAS DA KAPULANA

Outras coisas, contos, 2015 [Vozes da África].

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Retratos do instante. Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos – AEMO, 2010.

PRÊMIOS, CONCURSOS OU OUTRAS PARTICIPAÇÕES

  • Prémio Literário da Francofonia, 1997.
  • Prémio Literário Instituto Camões, 1997.
  • Prémio 10 de Novembro de Literatura, 2009.

CAROLINA MONDIN

CAROLINA MONDIN nasceu e cresceu em São Paulo. É escritora, contadora de histórias, poeta e roteirista. Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, atua como redatora publicitária, revisora e produtora de conteúdo. Fez o Curso Livre de Preparação do Escritor, na Casa das Rosas, o curso de cinema, na FUNARTE, curso de oficina de textos, no Senac, entre outros nas áreas de redação, arte e jornalismo.

OBRAS DA KAPULANA

Clarinha e Berenice e o dicionário do inesperado, 2015.

AURÉLIO DE MACEDO

AURÉLIO DE MACEDO é jornalista formado pela PUC-SP, atua no mercado editorial e corporativo em atividades como diretor de criação, editor, redator, roteirista e consultor para projetos de comunicação. Trabalhou nas agências TV1.com e Zenza Digital como diretor de criação e redator de projetos web. Em 2010, realizou a pesquisa, redação e edição do livro Arte em flor, parceria do SEBRAE Nacional com a Academia Brasileira de Artistas Florais (ABAF). Nos últimos 15 anos criou e desenvolveu projetos e roteiros de documentários, livros e animações para crianças e vídeos corporativos.

OBRAS DA KAPULANA

Titus e as galinhas/ Titus and the hens, 2015.

ALDINO MUIANGA

ALDINO MUIANGA nasceu no dia 1º de maio de 1950, no bairro da Munhuana, nos arredores da cidade de Maputo, em Moçambique. Começou a escrever desde a adolescência, como colaborador no jornal de parede no liceu que frequentava. Nesse jornal publicou alguns poemas, de uma vasta obra que se perdeu na totalidade. A sua primeira publicação oficial foi o conto A vingança de Macandza, no semanário Tempo, em 1986, sob o pseudônimo Khambira Khambiray.

Tem contos incluídos em antologias publicadas em Portugal, no Brasil, na Suíça e na França, em várias páginas e revistas literárias em Moçambique. Foi coordenador da página literária da revista SAPES, editada no Zimbábue em 1991 e 1992, onde publicou ensaios sobre literatura em língua portuguesa nos países africanos.

Foi colaborador de primeira linha da revista Charrua, editada pela Associação dos Escritores Moçambicanos, e da revista ECO, editada pela Universidade Eduardo Mondlane. É membro da AEMO (Associação dos Escritores Moçambicanos) e é membro fundador da AMEAM (Associação de Médicos Escritores e Artistas de Moçambique). Atualmente, reside na África do Sul onde exerce a profissão de Médico-Cirurgião e docente na Faculdade de Medicina da Universidade de Pretória.

OBRAS DA KAPULANA

O domador de burros e outros contos, 2015. [Vozes da África]

A noiva de Kebera, contos, 2016. [Vozes da África]

Asas quebradas, romance, 2019 (Vozes da África) [Em edição]

OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • Xitala-Mati. Associação dos Escritores Moçambicanos, 1987; Edição do Autor, 2 ed., 2007; Alcance, 3 ed., 2013.

  • Magustana. Cadernos Tempo, 1992; Texto, 2 ed., 2011.

  • A noiva de Kebera, contos. Editora Escolar, 1994; Texto, 2 ed., 2011.

  • A Rosa Xintimana. Ndjira, 2001; Alcance, 2 ed., 2012.

  • O domador de burros e outros contos. Ndjira, 2003; Ndjira, 2 ed., 2007; Ndjira, 3 ed., 2010; Kapulana, 2015.

  • A metamorfose e outros contos. Imprensa Universitária, 2005.

  • Meledina (ou a história duma prostituta). Ndjira, 2004; Ndjira, 2 ed., 2009; Ndjira, 3 ed., 2010.

  • Contos rústicos. Texto, 2007.

  • Contravenção, uma história de amor em tempo de guerra. Ndjira, 2008.

  • Mitos, estórias de espiritualidade. Alcance, 2011.

  • Nghamula, o homem do tchova, ou o ecplipse de um cidadão. Alcance, 2012.

  • Contos profanos. Alcance, 2013.

  • Caderno de memórias, Volume I. Alcance, 2013.

  • Caderno de memórias, Volume II. Edição do Autor, 2015.

  • Asas quebradas. Cavalo do Mar, 2017.

PRÊMIOS

  • Prémio Literário José Craveirinha, 2009. (Contravenção, uma história de amor em tempo de guerra)
  • Prémio de Literatura da Vinci, 2003. (O domador de burros e outros contos)
  • Prémio TDM, 2002. (A Rosa Xintimana)