BINYAVANGA WAINAINA

BINYAVANGA WAINAINA nasceu em Nakuru, Quênia, em 18 de janeiro de 1971.

Leitor de livros e lugares, palavras e pessoas, Binyavanga estrutura seu mundo através da linguagem. Sempre na margem e olhando para dentro, teve dificuldade para se encaixar nos padrões estipulados da sociedade. Estudou Economia na África do Sul, mas desistiu do curso, lendo vorazmente e fazendo trabalhos temporários até perceber que sua vocação era, de fato, a escrita.

Seu texto “Discovering home”, sobre uma viagem com a família para Uganda, ganhou o “Caine Prize for African Writing”, em 2002, importante prêmio que reconhece o talento e a promessa de autores africanos de língua inglesa. Em 2008, o ensaio “How to write about Africa”, uma sátira sobre as armadilhas nas quais autores caem ao escrever sobre o continente africano, ganhou reconhecimento mundial. One day I will write about this place, seu livro de memórias, foi publicado em 2011, cimentando a carreira do queniano como escritor.

Em janeiro de 2014, após uma série de leis anti-homossexualidade terem sido aprovadas na África, Binyavanga escreveu o texto “I am a homosexual, Mum”, no qual reinventa os eventos da morte da mãe, imaginando como teria sido lhe contar que é um homem gay. O texto, nomeado pelo autor como um “capítulo perdido” de suas memórias publicadas em 2011, saiu inicialmente no site Africa is a country, e posteriormente foi publicado também no The Guardian e outros veículos da grande imprensa.

No mesmo ano, Binyavanga foi eleito uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista TIME, devido à sua coragem em se assumir como um africano gay, residente do Quênia, onde “atos sexuais entre homens” são considerados ofensas criminais. Sua amiga de longa data Chimamanda Ngozi Adichie escreveu o perfil publicado na revista.

Em 1º de dezembro de 2016, Dia Mundial de Combate à AIDS, o autor assumiu, em seu perfil do Twitter, que é HIV positivo e vive muito bem.

Binyavanga Wainaina é um defensor incansável da África, do poder do continente africano a partir de suas raízes e seu povo. O autor se considera pan-africano, e não acredita nas divisões imaginadas impostas pelos colonizadores: a África, para ele, é um país. Em 2003, junto com outros escritores e artistas, criou o projeto/site Kwani?, que encontra patrocínios para publicar e divulgar as vozes de artistas africanos que não recebem espaço em premiações e na mídia mundial. Além disso, fala abertamente sobre questões referentes à realidade LGBTQ+ na África e como ela difere significativamente da realidade enfrentada por indivíduos LGBTQ+ em países ocidentais. Em seus dois TED Talks, “The reality constructed by stories” e “Conversations with Baba”, Binyavanga fala exatamente dessas questões.

OBRAS DA KAPULANA

 OUTRAS PUBLICAÇÕES

  • 2002 – “Discovering home”. Kwanini? Series. Online. Nairóbi: Kwani Trust (2006): <https://planetbinya.files.wordpress.com/2017/08/discovering-home-binyavanga-wainaina.pdf>
  • 2004 – Beyond the River Yei: Life in the Land Where Sleeping is a Disease. Nairóbi: Union Printing Section.
  • 2005 – Discovering Home: A Selection of Writings from the 2002 Caine Prize for African Writing (Caine Prize for African Writing series). Joanesburgo: Jacana Media.
  • 2006 – “How to write about Africa”. Granta Magazine, n. 92, Jan. 19, 2006: <https://granta.com/how-to-write-about-africa/>
  • 2008 – How to write about Africa. Kwanini? Series. Nairóbi: Kwani Trust.
  • 2011 – One day I will write about this place: A memoir, Graywolf Press: Minneapolis.
  • 2014 – “I am a homosexual, Mum”. In: Africa is a country. 19 jan. 2014: <https://africasacountry.com/2014/01/i-am-a-homosexual-mum/>.

PRÊMIOS

  • 2002 – Caine Prize for African Writing, por “Discovering home”.
  • 2014 – TIME 100 Most Influential People of 2014.