MALANGATANA Valente Ngwenya, conhecido nacional e internacionalmente como MALANGATANA, nasceu em Matalana, Moçambique, em 6 de junho de 1936. Trabalhou como criado e apanhador de bolas antes de ser encorajado a desenhar e a pintar, pelo biólogo Augusto Cabral e, posteriormente, pelo arquiteto Pancho Miranda Guedes.

Seu talento é reconhecido em várias formas de arte como desenho, aquarela, tapeçaria, cerâmica, gravura, escultura monumental em ferro e em cimento, em murais. Foi também poeta, cantor, dramaturgo, músico e dançarino.

Em 1959, expôs pela primeira vez, no salão de Artes Plásticas de Lourenço Marques, hoje Maputo, capital de Moçambique. Nos anos de 1960, foi preso pela polícia política portuguesa (PIDE), acusado de ligações com a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique, hoje partido político). Em 1961, realizou sua primeira exposição individual.

Depois da Independência de Moçambique (1975), participou de numerosas exposições coletivas dentro e fora do país. Em 1986, realizou uma retrospectiva em Maputo. Na década de 1990, exerceu funções políticas como deputado da FRELIMO e na Assembleia Municipal de Maputo, tendo sido reeleito em 2003.

Seu nome está ligado à criação de várias instituições culturais, como o Museu Nacional de Arte, Centro de Estudos Culturais, atual Escola Nacional de Artes Visuais, Centro Cultural de Matalana, e outras organizações artísticas.

Faleceu em 5 de janeiro de 2011, em Matosinhos, Portugal. 

OBRA DA KAPULANA

O pátio das sombras, de Mia Couto, Contos de Moçambique, v. 10 , 2018.

PRÊMIOS E DESTAQUES

1997 – Recebeu a medalha Nachingwea, pela sua contribuição para a cultura moçambicana e foi investido como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Foi nomeado “Artista pela Paz”, pela UNESCO. Recebeu o prêmio Príncipe Claus.

2010 – Recebeu o título de “Doutor Honoris Causa” pela Universidade de Évora e a condecoração, atribuída pelo governo francês, de “Comendador das Artes e das Letras”.