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NÓS MATAMOS O CÃO TINHOSO!, de Luís Bernardo Honwana, indicado para o vestibular da FUVEST

Nós matamos o Cão Tinhoso!, do moçambicano Luís Bernardo Honwana, publicado pela Kapulana, foi indicado como leitura obrigatória para o vestibular da FUVEST

O livro de contos Nós matamos o Cão Tinhoso!, de autoria do moçambicano Luís Bernardo Honwana, faz parte da lista das obras literárias indicadas pela FUVEST (Fundação Universitária para o Vestibular).

O livro foi classificado entre os “100 melhores livros africanos do século XX” (Creative Writing), 2002, uma iniciativa da “Zimbabwe International Book Fair”, com a colaboração de African Publishers Network (APNET), Pan-African Booksellers Association (PABA).

A edição moçambicana original do livro é de 1964. Em 2017, a Editora Kapulana lançou  no Brasil a atual edição, recomendada pela Fuvest.

Nós matamos o Cão Tinhoso!, de Luís Bernardo Honwana, da série “Vozes da África”, é um livro clássico, já adotado em várias instituições de ensino brasileiras.  Como foi indicado para os vestibulares de 2024 a 2026, as escolas já recomeçam a adotá-lo em 2022, para os anos finais do ensino fundamental e iniciais do ensino médio.

É composto por sete contos emocionantes que denunciam a realidade sufocante vivida pelos trabalhadores colonizados e suas famílias durante a opressão colonial portuguesa em Moçambique, sendo a maior parte das narrativas do ponto de vista das crianças. A edição da Kapulana também traz o conto “Rosita, até morrer”, nunca antes publicado em livro.

É uma leitura cada dia mais necessária para que esteja sempre vivo o debate sobre racismo, discriminação, autoritarismo e opressão, práticas a serem permanentemente combatidas.

Alguns trechos do livro:

“O Cão Tinhoso tinha a pele velha, cheia de pelos brancos, cicatrizes e muitas feridas, e em muitos sítios não tinha pelos nenhuns, nem brancos nem pretos e a pele era preta e cheia de rugas como a pele de um gala-gala. Ninguém gostava de lhe passar a mão pelas costas como aos outros cães.” (Conto: “Nós matamos o Cão Tinhoso!”)

“– Meu filho, tem de haver uma esperança! Quando um dia acaba e sabemos que amanhã teremos um dia igual, que sempre seremos a mesma coisa, temos de ir arranjar forças para continuar a sorrir e continuar a dizer “isso não tem importância”. Temos de marcar a nós mesmos um prémio para todo o heroísmo do dia a dia. Temos de estabelecer uma data para esse prémio, ainda que seja o dia da nossa morte!” (Conto: “Papá, cobra e eu”)

“Já não sei a que propósito é que isso vinha, mas o Senhor Professor disse um dia que as palmas das mãos dos pretos são mais claras do que o resto do corpo porque ainda há poucos séculos os avós deles andavam com elas apoiadas ao chão, como os bichos do mato, sem as exporem ao sol, que lhes ia escurecendo o resto do corpo.” (Conto: “As mãos dos pretos”)

Alguns links de interesse:

Sobre o livro: https://www.kapulana.com.br/produto/nos-matamos-o-cao-tinhoso/

Sobre o autor: https://www.kapulana.com.br/luis-bernardo-honwana/

Sobre as leituras obrigatórias da FUVEST:

Fuvest divulga lista de obras literárias para os vestibulares de 2023 a 2026

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[01 de dezembro de 2021]